sexta-feira, 21 de junho de 2013

Primeiras palavras


Assim começo esse blog. O meu blog.

Na verdade, já existe um blog sobre minha carreira artística. Foi um presente de uma amiga-fã: Glayce Goggin, a doce e meiga Glayxinha. Ela diz que é, e é, a minha Fã nº 1. Nem sei se tenho outras, mas se tantas houver, ela realmente é a número um.

Esse blog veio de uma inspiração numa viagem a Belo Horizonte, Minas Gerais. Sempre fico hospedado na casa da minha amiga-irmã Adriana Machado, uma blogueira de mil fascínios. Pois bem, dedico esse 'bebebloguisinho' a ela, minha blogueira madrinha. Não fossem seus olhos pretos brilhando, não teria encontrado a coragem para concretizar a tal da inspiração.

A ideia é me despir da vaidade e postar, sempre que tiver vontade, uma foto do meu acordar, seguida de um comentário, uma lembrança, um desejo, uma expectativa etc.

Como primeira postagem, meu despertar numa manhã mineira de junho e uma poesia fruto dessa inspiração. 

Na noite anterior, estava bisbilhotando o Youtube, procurando novidades das minhas divas da MPB. Achei uma entrevista da Ângela Rô Rô com a Marília Gabriela. Ali tudo é poesia.

Naquele momento, na mesa de jantar da minha blogueira madrinha, em Belo Horizonte, uma poesia e uma coragem danada de assumir um blog e compartilhar sentimentos tão meus, de cara limpa e coração preparado para uma grande festa.



Acordei assim...
Eduardo Japiassú
Em Belo Horizonte ouvindo Ângela Rô Rô
21 de junho de 2013


Escrevo sem saber o porquê
Sem a ressaca do esquecimento
Sem uísques e fumaças, sem ninguém ver
Escrevo sem você

As palavras podem virar canção ou não
Mas não são em vão
Nem sei se são minhas, se fugiram de mim
Inventadas ou buriladas
São palavras de mãos dadas e correm
Destino ignorado, desde já adorado

Essas rimas flertam com amor
Vislumbram paixões, sonham ilusões
Nada seriam, não houvesse o desencontro
Nada teriam, não existisse o desencanto
Essas rimas tem pranto num canto do rosto
Essas rimas tem gosto num lado da língua
Com elas a saudade míngua, é finda
A esperança alarga e não amarga

Escrevo por nada porque preciso de tudo
Acordei assim, despertei agora
Afora isso, poesia apenas poesias
Despertei assim, acordei agora

Os olhos inchados, a camiseta amarrotada
Os cabelos desgrenhados, um rosto marcado
Um despertar revelado.